Esportes radicais: FQL - Formação em Queda Livre É a modalidade de paraquedismo mais praticada no mundo e ainda a mais popular, apesar do crescimento da prática do Freefly. É dividida em diferentes categorias, como por exemplo: 2-way, 4-way, 8-way e 16-way (onde o número representa a quantidade de pessoas no salto). Os times são compostos pelos seus integrantes (4, 8 ou 16) + um câmera que registra o salto. O objetivo num salto de TR é fazer o maior número possível de formações, escolhidas aleatoriamente entre uma relação - pool - de figuras, onde cada formação completa vale um ponto. A contagem dos pontos é feita a partir da saída do avião contando 35 segundos, no caso do 4-way, e 50 segundos no caso do 8 e 16-way. Big-ways (Grandes Formações) Os "big-ways" nada mais são do que saltos de TR com mais pára-quedistas no mesmo salto. São normalmente considerados "big-ways" saltos com mais de 30 pessoas. Neste tipo de salto de paraquedas o objetivo não é necessariamente o número de pontos realizados, mas sim o número de pessoas no salto. Obviamente, quanto maior o número de pessoas no salto, maior é a dificuldade, tanto em "chegar" na formação, como em mantê-la estável. O atual recorde mundial é um 246-way (246 pessoas), realizado em Skydive Chicago, em 1998. Na realidade, uma formação com 297 pessoas já foi feita em Anapa (Russia) em 1996, mas por critérios específicos da FAI a formação não pode ser ratificada. Pelos critérios da FAI, um recorde só é estabelecido se a formação for mantida por no mínimo 3 segundos, com o número de pessoas planejadas; como no caso da tentativa Russa a tentativa era de 302 pessoas e a maior formação estabelecida foi de 297 pessoas o recorde não foi oficializado. TRV - Trabalho Relativo de Velame (ou Canopy Relative Work) O Trabalho Relativo de Velames pode ser descrito como a manobra intencional de 2 ou mais velames em proximidade ou o contato entre eles durante a descida. A manobra mais comum no TRV é o "hooking" de 2 velames, um abaixo do outro. Esta formação conhecida como "stack" (pilha) ou "plane" (a diferença entre um stack ou plane é a posição do grip no outro velame) é a mais comum. Existem 2 tipos principais de formações no TRV: 1. Vertical: Os velames ficam um abaixo do outro (stack ou plane) e todos o grips são feitos na célula central; 2. Off-set: Uma ou mais docagens do mesmo velame e grips nas células das pontas (end-cells). As formações desse tipo incluem "diamonds, boxes e stair-steps". Uma das características intrínsecas do TRV e que afugenta até mesmo pára-quedistas (de outras modalidades) experientes é a possibilidade de um enrosco ("wrap") entre os velames, coisa relativamente comum mesmo para os praticantes mais experientes e que pode ser extremamente perigosa se ocorrer em baixa altura. Freefly É a mais nova modalidade de paraquedismo e também a que mais cresce atualmente. No freefly você voa o seu corpo em 3 dimensões, ao contrario das modalidades tradicionais de queda livre em que se forma figuras em um plano chapado , no freefly o pára-quedista se ultiliza de maneiras diferentes de voar seu corpo como o head down (cabeça para baixo), sitfly (chute-assis, sentado), standup (de pé), backtrak (de dorso), bellyfly (de barriga para baixo) e qualquer outro tipo imaginável de vôo . Simplesmente não há limites no freefly, exceto os criados por você mesmo (e pela gravidade e é claro o chão). O fato de voar em diferentes posições num mesmo salto envolvem cuidados diferentes, principalmente em relação à proximidade dos praticantes, já que as velocidades de queda num salto desse tipo podem variar de 150 Km/h a quase 400Km/h (!!!) e uma colisão numa velocidade dessas pode ser bem perigosa. O aprendizado do freefly requer uma progressão lógica. Deve-se primeiro entender como voar seu corpo em posições cujas velocidades de queda sejam mais lentas e só então deve-se mudar para as mais rápidas (o head down por exemplo). Ao aprender a controlar a velocidade, direção e proximidade nos saltos mais lentos desenvolve-se automaticamente as reações e a percepção de distâncias, que são pré-requisitos para poder saltar com grupos maiores. Skysurf O Skysurf é uma modalidade de pára-quedismo disputada em equipes, com cada equipe constituída por 2 atletas, o skysurfer e um câmera (cameraflyer). O skysurfer salta com uma prancha especial na qual ele desliza, e faz movimentos de giro e rotação, ou seja, ele surfa o céu. Já o câmera grava a performance do skysurfer em uma câmera de vídeo montada em seu capacete, mas também contribui com sua performance artística e com sua habilidades de vôo computando pontos individuais e influindo na pontuação da equipe. É, junto com o freefly, um vídeo-esporte, já que a filmagem influi na pontuação do time. Precisão Esta é a mais antiga modalidade do pára-quedismo. É praticada com o velame aberto e o objetivo é atingir uma “mosca” no centro de um alvo determinado com 2,5 centímetros de raio. O alvo oficial de pára-quedismo tem 25 metros de raio, sendo os primeiros 10 metros centrais de areia e os 15 metros periféricos de seixo rolado. Atualmente os alvos modernos possuem marcação eletrônica na área próxima a mosca, facilitando e dando maior precisão nas marcações. Após o surgimento dos pára-quedas retangulares, com maior manobrabilidade do velame, as marcas de pouso desta modalidade caíram de dezenas de metros no inicio dos anos 40 para menos de meio metro nos campeonatos atuais. Durante as competições mundiais poucos atletas fazem marcas superiores a 15 cm, alguns deles costumam fazer sucessivas moscas seguidas, desempatando com diferenças menores que 5 centímetros ao final de vários saltos. Estas competições em geral são bastante emocionantes. Estilo Junto com a “Precisão” compõe as provas do "Pára-quedismo Clássico". Em geral as provas clássicas são mais praticadas nas competições militares, uma vez que a precisão dos saltos é fundamental para a atuação das tropas de elite de qualquer força. O “Estilo” é uma prova bastante técnica e realizada em queda livre. O atleta abandona a aeronave a sete mil pés de altura e face ao solo inicia uma seqüência de manobras com quatro curvas de 360 º para ambos os lados e dois loopings. Conhecida como "série de estilo" esta seqüência de manobras é registrada por uma câmera de solo possibilitando o julgamento do atleta. O tempo que se demora a efetuar a série é registrado e os erros dos giros são transformados em acréscimo de segundos. Ganha quem alcançar a menor média de tempo para fazer às seqüências completas. No “Estilo” é necessário muita concentração, as disputas são bem acirradas pelos décimos de segundo. Freestyle Esta modalidade de paraquedismo nasceu com a evolução das habilidades e conhecimentos das técnicas da queda livre. Os atletas saltam em duplas optando por um tipo de queda livre em que o controle dos giros e das posições dão origem a seqüências similares as da ginástica acrobática ou olímpica e dos saltos ornamentais. Equilibrar-se e ter controle nas mais variadas posições do corpo exigem bastante treinamento. O uso do vídeo também esta presente nesta modalidade, mas agora não somente para registrar um salto para julgamento, mas sim para o “camaraman” interagir com o “freeflyer” na seqüência de manobras sendo também julgado pela qualidade artística da filmagem. O “freestyle” é um maravilhoso ballet aéreo. Cross Country Esta é uma modalidade normalmente praticada em dias de vento forte com o objetivo de cobrir a maior distância possível com o pára-quedas aberto. O salto é feito com vento de cauda (empurrando o pára-quedista) e o segredo está no cálculo correto do PS (ponto de saída da aeronave). Entram nas variantes deste cálculo a altitude da aeronave, a velocidade do vento, o planeio do velame e peso do atleta. Dependendo do vento no “Cross Country” é possível percorrer dezenas de quilômetros e ainda atingir o alvo, ou seja, saltar em uma cidade e chegar em outra por exemplo. Wing Fly Nesta modalidade o grande atrativo é a velocidade horizontal, o objetivo aqui é curtir muito o vôo percorrendo a maior distância possível em queda livre. Para que isso seja possível, os saltos são praticados com macacões próprios para possibilitar este deslocamento, possuem asas que se inflam com o vento entre os braços e o tronco e entre as pernas. Esta grande área permite os deslocamentos verticais de até 160 quilômetros por hora com uma razão bem menor de descida, o que faz a queda livre chagar a quase dois minutos. Por ser a modalidade mais nova do pára-quedismo, ainda é a menos praticada no Brasil, mas promete pegar pela grande emoção descrita pelos que já experimentaram. Salto Duplo ou Tandem Esta é a maneira mais fácil de conhecer o pára-quedismo. Qualquer pessoa pode desfrutar dos prazeres da queda livre caindo na carona de um experiente pára-quedista por 45 segundos. O salto é extremamente seguro, dispensa o curso e após um rápido briefing o passageiro já pode voar. Para os iniciantes do pára-quedismo, o salto duplo pode ser um excelente meio de adaptação funcionando como o começo de uma progressão no esporte. Base Jump Esta modalidade é praticada apenas por quem tem sangue no zóio. A idéia é se jogar de qualquer pico que dê sopa. A parada é loca mas se der vacilo o bicho pega. Queda Livre :: Escola de paraquedismo